Os estranhos moais: as estátuas da Ilha de Páscoa são um mistério
Descobertas em 1722, as estátuas ainda são um mistério para os pesquisadores!
Texto: Ludmilla Balduino

A Ilha de Páscoa seria só mais um pedacinho de
terra no meio do Oceano Pacífico se não fossem os moais –
estátuas de pedra em forma de humanos colocadas ali há mais de mil
anos.
São cerca de 800 estátuas espalhadas pela ilha e
que foram feitas pelos rapanuis, antigos habitantes que viviam no
lugar entre os anos 1000 e 1700.
Ninguém sabe como eles conseguiam mover enormes
blocos de pedra na época ou qual seria a função desses gigantes.
Alguns pesquisadores acreditam que as estátuas eram presas a troncos
e cordas e levadas por vários homens, até chegar ao local
escolhido.
Eles supõem que essas figuras homenageavam
antepassados dos rapanuis ou eram símbolos de deuses que protegeriam
a ilha de tempestades e de outras catástrofes naturais.
LÁ NAS ALTURAS!
Alguns moais ficam sobre plataformas de pedras
empilhadas. Ninguém entende como os rapanuis levantavam as estátuas
e as colocavam ali.
OLHOS COLORIDOS
Depois que a estátua era erguida, olhos eram
preenchidos com corais e pedras. Os enfeites se decompuseram, mas
alguns moais foram restaurados.
CARAS DE VULCÃO
A maioria das estátuas da ilha são feitas a
partir de rochas retiradas do vulcão Rano Raraku, que fica na parte
leste da ilha e foram transportadas para vários locais. Os rapanuis
contavam com poucas ferramentas e usavam pedras lascadas para
esculpir os detalhes nessas rochas. Os maiores moais têm 10 metros
de altura e pesam 10 toneladas.
CHAPÉUS DE PEDRA
As pedras vermelhas são uma referência a
chapéus, que provavelmente eram usados por pessoas importantes e se
chamavam pukao.
NO MEIO DO NADA
A ilha é minúscula e foi descoberta pelos
europeus em um domingo de Páscoa no ano de 1722. Ela é chamada
também de Rapa Nui e de Te Pito o Te Henua
- que na língua dos nativos significa umbigo do mundo. É possível
visitá-la, mas para isso é preciso ir até Santiago, capital do
Chile, e pegar um avião (5 horas de viagem!) ou um barco.
A HISTÓRIA DOS RAPANUIS
Os ancestrais dos rapanuis vieram de barco da
Polinésia (na Ásia) e chegaram à Ilha de Páscoa por volta do ano
100. Ao encontrar uma terra fértil, repleta de animais silvestres,
formaram povoados e passaram a morar em cavernas ou casas de pedra.
Com o tempo, parte dos recursos naturais se esgotou e aos poucos os
nativos foram partindo.
A destruição foi tão grande que na época em
que o holandês Jacob Roggeveen encontrou a ilha, quase não havia
mais pessoas vivendo por ali. Mas, até hoje, a ilha tem moradores,
que são descendentes dos rapanuis e procuram manter sua cultura.
Para isso, preservam seu idioma e, em festas especiais, usam roupas e
pinturas especiais, como os antepassados.
Rongorongo - os rapanuis tinham uma
escrita complexa, chamada rongorongo, que ninguém decifrou, e
falavam um idioma próprio. Enriqueça seu vocabulário:
- Oi e tchau - iorana!
- Tudo bem? - pehé koe?
- Muito bem! - riva riva!
- Obrigado - maururu.
- De nada! - ote aha no!
Você sabia que:
Alguns moais já foram retirados da ilha de Páscoa
e levados para museus para serem estudados? Há um exemplar no Museu
Britânico (Londres, Inglaterra), outro no Museu du Quai de Branly
(Paris, França) e um na cidade de Valparaíso, no litoral do Chile.
Consultoria: Marisa Afonso (professora do
Museu de Arqueologia e Etnologia/USP)
Fonte: Internet
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